Se você sentiu que o movimento no comércio, nos restaurantes ou nas empresas de consultoria deu uma segurada em janeiro, saiba que os dados confirmam essa sensação. O chamado PMI de Serviços — que funciona como uma pesquisa de satisfação e confiança entre os donos de empresas — mostrou que o setor perdeu força no primeiro mês de 2026.
O que significa PMI?
Imagine que todo mês alguém pergunte para centenas de empresários: “As vendas aumentaram? Você contratou mais? Está otimista?”. O resultado disso gera uma nota.
Acima de 50: O setor está crescendo.
Abaixo de 50: O setor está encolhendo.
Em janeiro, embora o número ainda esteja na zona de crescimento, ele deu um “passo atrás”. Ou seja, o setor continua avançando, mas em um ritmo bem mais devagar do que estávamos vendo no final do ano passado.

Por que os novos negócios perderam fôlego?
A principal causa apontada pela pesquisa foi a fraqueza na chegada de novos pedidos. Em termos simples: o cliente sumiu um pouco. Existem três motivos principais para isso:
Ressaca de Janeiro: Após os gastos de final de ano, o consumidor tende a fechar a carteira para pagar contas como IPVA, IPTU e material escolar.
Juros e Preços: Com o crédito ainda caro, empresas e famílias pensam duas vezes antes de fechar grandes contratos ou serviços de longo prazo.
Cautela Estratégica: Muitos empresários estão esperando para ver como as novas regras da Reforma Tributária e o cenário econômico vão se estabilizar antes de investir pesado.
Para o empresário, o momento é de “pé no freio” e foco em eficiência. Como a procura está menor, a competição aumenta, e margens de lucro podem ser pressionadas.
Para a população geral, um setor de serviços mais fraco pode significar menos vagas de emprego sendo abertas neste início de ano. Por outro lado, se a demanda cai, os preços tendem a parar de subir tão rápido, o que pode dar um alívio na inflação lá na frente.
Ou seja, o setor de serviços é o coração da economia brasileira, representando a maior parte do nosso PIB. Janeiro foi um mês de cautela. O desafio agora é observar se isso é apenas uma “pausa para respirar” ou se teremos um primeiro semestre mais desafiador para quem empreende e para quem consome.

Ficamos na torcida para que todos os lados saiam ganhando.
O que você achou deste texto? Deixe seu comentário abaixo!
Estamos também no instagram. Para seguir basta clicar em : @rogerioparenteblog









































































Nenhum Comentário! Ser o primeiro.